2.4.03
Eu sabia que não era a única pessoa no mundo a ter uma fixação pouco saudável nas heroínas da Disney. Tanto que volta e meia encontro desenhos em que elas aparecem fazendo coisas que tio Walt não aprovará quando sair da criogênia. E, sinceramente, a maior parte delas é bem mais interessante que isso: todas são mulheres fantásticas (ou vão ser, já que quase todas são menores de idade) Esta página me fez finalmente resolver uma questão que tirou meu sono por noites e noites: quais as mais gatinhas?
Em ordem de preferência: Jane (de Tarzan). Ariel (A Pequena Sereia), A Branca de Neve, Jasmine (Aladin) e Pocahontas. Que me desculpe Neal Pollack, mas qualquer uma delas é bem melhor que Linda Carter.
April 1, 2013 Continuing our coverage of Vertigo's 20th anniversary, we thought it would be fun to take a look at some of the great creators who have helped this groundbreaking imprint make its mark on the history of comics and find out what they've been up to lately.
Dia de Gibi Novo: Domu: A Child's Dream
Se você sabe quem é Katshuhiro Otomo, certamente é por Akira. A saga apocaliptica que mistura psiônicos, motoqueiros e o exército japonês em algo que parece a IV Guerra Mundial foi a maior responsável pelo boom dos mangás e animês no mundo todo no início da década de 90. Feito antes de Akira e partilhando alguns dos seus temas, Domu é melhor que o épico de Otomo em diversos aspectos.
Domu gira em torno de um conjunto habitacional e de uma série - mais de vinte - mortes misteriosas. Entre os vários suspeitos - um alcoolátra, um deficiente mental, uma mulher louca - ninguém lembra de incluir um velhinho senil, mas possuidor de grandes poderes psíquicos. Ele se diverte manipulando os habitantes do conjunto até o dia que uma outra psiônica se muda para lá com sua família, começando uma batalha discreta, mas que vai se tornando cada vez mais visível e absurda.
Quem conheceu o trabalho de Otomo através de Akira vai sentir falta das cores, quase compensada pela clareza do traço do artista - muito mais detalhado e menos distorcido que o da maior parte dos mangás. Otomo consegue tirar cenas impressionantes de prédios e corredores, em efeitos e enquadramentos que me lembraram em alguns momentos o Wim Wenders de Asas do Desejo. Infelizmente, a história de mistério contida explode em algo muito maior - e vagamente decepcionante por não ter a mesma força do início.
Mesmo assim, Domu é muito melhor que qualquer hq japonesa nas bancas (a não ser que estejam publicando Lobo Solitário).
Se você sabe quem é Katshuhiro Otomo, certamente é por Akira. A saga apocaliptica que mistura psiônicos, motoqueiros e o exército japonês em algo que parece a IV Guerra Mundial foi a maior responsável pelo boom dos mangás e animês no mundo todo no início da década de 90. Feito antes de Akira e partilhando alguns dos seus temas, Domu é melhor que o épico de Otomo em diversos aspectos.
Domu gira em torno de um conjunto habitacional e de uma série - mais de vinte - mortes misteriosas. Entre os vários suspeitos - um alcoolátra, um deficiente mental, uma mulher louca - ninguém lembra de incluir um velhinho senil, mas possuidor de grandes poderes psíquicos. Ele se diverte manipulando os habitantes do conjunto até o dia que uma outra psiônica se muda para lá com sua família, começando uma batalha discreta, mas que vai se tornando cada vez mais visível e absurda.
Quem conheceu o trabalho de Otomo através de Akira vai sentir falta das cores, quase compensada pela clareza do traço do artista - muito mais detalhado e menos distorcido que o da maior parte dos mangás. Otomo consegue tirar cenas impressionantes de prédios e corredores, em efeitos e enquadramentos que me lembraram em alguns momentos o Wim Wenders de Asas do Desejo. Infelizmente, a história de mistério contida explode em algo muito maior - e vagamente decepcionante por não ter a mesma força do início.
Mesmo assim, Domu é muito melhor que qualquer hq japonesa nas bancas (a não ser que estejam publicando Lobo Solitário).
1.4.03
Instead, nothing, and I mean nothing, gets me hotter than when a so-called "ordinary" woman changes into a superheroine. Other crushes have passed me by, but this one's stuck. I used to swipe Wonder Woman comics from the barbershop if they contained a transformation I liked. When I dreamt, I would often imagine catching Diana Prince mid-transformation and making her do it over again, just for me.
Ade Capone, Alabarcez Mendonça, Alex Horley, Al Davidson, Alberto Ponticelli, Alessandro Boni, Andrea Accardi, Anthony Johnston, Andy Smith, Angus McKie , Antonio Solinas, Art Brooks & Daniel Acuna, Arturo Villarrubia, Ben Templesmith, Bill Koeb, Bill Morrison, Brad Meltzer, Bruno Olivieri, Bryan Talbot, Carla Speed McNeill, Carmine di Giandomenico, Charlie Adlard, Chris McLoughlin, Chris Staros, Claudio Villa, Dame Darcy, Darko Macan, Darren Shan , Dave Gibbons, Dave Sim , David Lloyd, Davide Barzi + Oskar, Donna Barr, Duncan Fegredo, Dylan Horrocks, Ilya, Eduardo Risso, Emiliano Mammuccari, Eric Shanower, Gabriele Dell'Otto, Gary Phillips, Gary Spencer Millidge, Gianluca Costantini , Gil Formosa, Giuseppe Camuncoli/Jimmy Palmiotti, Giuseppe Pili, Howard Chaykin, Howard Cruse , Iain Sinclair, J H Williams III, James Kochalka , Jason Hall, Jean-Marc Lofficier &Gil Formosa, Jeff Smith, Jim Baikie, Joel Meadows, John Coulthart , John Heebink, John Higgins, Jose Alaniz, José Villarrubia, Ken Meyer, Jr, Kevin O'Neill, Leah Moore, Leo Ortolani, Lew Stringer, Link Yaco, Luca Enoch, Luigi Siniscalchi, Marc Singer, Marcello Albano, Marco Abate, Mark Millar, Massimo Giacon, Massimo Semerano, Matt Kindt, Metaphrog, Michael Moorcock, Michael Avon Oeming, Michael T. Gilbert, Michele Medda, Michele Petrucci, Mike Collins, Mike Higgs, Nabiel Kanan, Neil Gaiman, Oscar Zarate, Omar Martini, Paolo Livorati, Pat Mills, Peter Kuper, Rich Johnston, Rich Koslowski, Rick Veitch, Roberto Recchioni, Robin Smith, Rob Williams, Sam Kieth, Scott Mills, Scott Morse, Sean Phillips, Sergio Toppi, Shannon Wheeler, smoky man, Stefano Raffaele, Stephen Bissette, Steve Leialoha, Steve Parkhouse, Terry Gilliam, Tim Perkins, Tito Faraci + Pasquale Frisenda, Trina Robbins, Walt Simonson, Will Eisner, Willy Linthout & Steven de Rie, Woodrow Phoenix, Writer Without Head & Ailtand.Estes são os colaboradores de um livro-tributo aos cinqüenta anos de Alan Moore. Que vai se aposentar dos quadrinhos mainstream para comemorar. Saiba mais aqui. Moore também deu uma entrevista sobre a aposentadoria.
Mesmo gostando muito dos trabalhos mais pulp de Moore, é inegável que os projetos mais pessoais são mil vezes mais interessantes. Se a "aposentadoria" se traduzir em mais desses, ótimo.
Parece que as diferenças no modo de ver o mundo de diferentes povos não é só papo de gente que acredita em duendes.
30.3.03
30 Livros, 30 Dias. Meu projeto já foi pro saco. Ontem eu estava no computador fazendo umas coisas, quando recebi uma mensagem me lembrando de um evento mensal. No espírito "vou ali e volto às nove", fui e deixei o livro encostado. Não voltei ás nove, não dormi e ainda tenho que preparar a apresentação do meu trabalho de conclusão de curso - "Counter-Strike: Anotações Para a Análise de Jogos Eletrônicos" - para amanhã de manhã.
Pelo menos o cansaço de hoje e ontem devem fazer com que eu desmaie e consiga dormir esta noite.
Mesmo que não vá insistir nesse negócio, gostei da idéia de tentar acelerar as leituras. Vou ver se, nos próximos três meses, consigo ler pelo menos dois livros por semana.
Pelo menos o cansaço de hoje e ontem devem fazer com que eu desmaie e consiga dormir esta noite.
Mesmo que não vá insistir nesse negócio, gostei da idéia de tentar acelerar as leituras. Vou ver se, nos próximos três meses, consigo ler pelo menos dois livros por semana.
29.3.03
For most of the past 50 years, computers have been on the side of the granfalloons, good at maintaining bureaucratic structures and blind to more nuanced social interactions. But a new kind of software called social-network mapping promises to change all that. Instead of polishing up the org chart, the new social maps are designed to locate karasses wherever they emerge. Mapping social networks turns out to be one of those computational problems? like factoring pi out to a hundred decimal points or rendering complex light patterns on a 3-D shape? that computers can do effortlessly if you give them the right data.
War Porn!
Não dá para encontrar muita diferença entre as notícias ligadas à guerra - e sobre a próxima guerra - e os jogos eletrônicos, dá? Tudo que eu queria era um cheat que me fizesse capaz de entender melhor as coisas.
(Se você não é cadastrado no New York Times, use leituras como usuário e doda como senha.
Não dá para encontrar muita diferença entre as notícias ligadas à guerra - e sobre a próxima guerra - e os jogos eletrônicos, dá? Tudo que eu queria era um cheat que me fizesse capaz de entender melhor as coisas.
(Se você não é cadastrado no New York Times, use leituras como usuário e doda como senha.
28.3.03
War Porn!
Sob esta rubrica, estarão todas as notas sobre a guerra a partir da agora.
Isto até se parece com isto, não?
Sob esta rubrica, estarão todas as notas sobre a guerra a partir da agora.
"As a scholar of porn, I look at this and say 'these are boys with phallic toys'," sighs Linda Williams, professor of film studies and rhetoric at UC Berkley. It's not a new observation, but what is new, is the extent to which it is amplified by technology. "CNN have this special thing they do whenever they introduce a new weapon. It reminds me of the way athletes are introduced in coverage of the Olympics: a little inset comes out with their bio and stats. This weapon they had just now was something called the AC130H-Spectre - some dreadful machine - it came flying out and turned this way and that so that you could see it from all angles. This," says Williams, "is the kind of spectacular vision you get in porn - where the point is to see the sex act from every angle. It's narcissistic; boys getting together admiring their toys. It is about us proudly displaying our weapons and there is something sexual about that."
Isto até se parece com isto, não?
Eye Candy
Toda vez que eu vou na Nerve, eu olho os classificados pessoais. Quase sempre as pessoas em destaque são lindas. Claro que esão meio longe, mas isso não me impede de babar. Se quiser olhar, senha e usuário: leituras

Toda vez que eu vou na Nerve, eu olho os classificados pessoais. Quase sempre as pessoas em destaque são lindas. Claro que esão meio longe, mas isso não me impede de babar. Se quiser olhar, senha e usuário: leituras
Um Livro Por Dia: A Linguagem Secreta do Cinema e 30 Days of Night
Continuando o projeto - que vai falhar, sem dúvidas - li um livro ontem e um hoje. O de ontem foi A Linguagem Secreta do Cinema, livro meio de memórias, meio de reflexões do roteirista francês Jean-Claude Carrièrre. Algumas dicas boas, idéias interessantes para se pensar sobre, mas ficou faltando um pouco mais de estrutura, eu acho. Cada capítulo deveria funcionar mais ou menos como uma conferência, mas ficou parecendo mais um papo de bar. Tem quem prefira assim, mas...
Hoje li 30 Days Of Night, uma graphic novel de Steve Niles e Ben Templesmith. História simples, mas bem bolada e bem contada: há uma cidade no Alasca onde não há sol por um mês, vampiros resolvem ir para lá.
Amnhã - se nada me impedir - vou ler O Assassinato Como Uma das Belas Artes. E no domingo minha monografia, para apresentar na segunda. Ela conta como um livro?
Continuando o projeto - que vai falhar, sem dúvidas - li um livro ontem e um hoje. O de ontem foi A Linguagem Secreta do Cinema, livro meio de memórias, meio de reflexões do roteirista francês Jean-Claude Carrièrre. Algumas dicas boas, idéias interessantes para se pensar sobre, mas ficou faltando um pouco mais de estrutura, eu acho. Cada capítulo deveria funcionar mais ou menos como uma conferência, mas ficou parecendo mais um papo de bar. Tem quem prefira assim, mas...
Hoje li 30 Days Of Night, uma graphic novel de Steve Niles e Ben Templesmith. História simples, mas bem bolada e bem contada: há uma cidade no Alasca onde não há sol por um mês, vampiros resolvem ir para lá.
Amnhã - se nada me impedir - vou ler O Assassinato Como Uma das Belas Artes. E no domingo minha monografia, para apresentar na segunda. Ela conta como um livro?
O povo que fica nas lan houses reclamando que os óculos de visão noturna n"ao deixam os personagens ofuscados mais tempo quando uma bomba de clarão explode na sua cara deveriam ler isto - ou olhar por uma câmera Hi-8 qualquer.
27.3.03
As guerras são uma ótima forma de medir os progressos das tecnologias de comunicação e descobrir quais as tendências para os próximos anos. Infelizmente, a qualidade da cobertura parece cada vez pior - e mais desonesta. Pelo menos existem algumas alternativas.
Dois textos muito bons sobre o posicionamento político dos americanos em tempo de guerra. Um deles tratando dos dissidentes desde a guerra da independência deles e outro sobre Hollywood.
Tive que ir a uma "gráfica rápida" esta semana - imprimir e tirar cópias da minha monografia. Enquanto esperava (muito mais que o razoável), fiquei pensando no que faria se tivesse aqueles equipamentos disponíveis. Eu sou fascinado por equipamentos de impressão, eles parecem criar muitas oportunidades de expressão e o fato de distorcerem as coisas torna tudo mais interessante. Eu não chegaria a certos extremos, mas tudo antes disso tá valendo.
Um Livro Por Dia: Minha Caixa de Sonhar II
Já duvidando da possibilidade de levá-lo a cabo, começo meu projeto de ler um livro por dia durante um mês. Hoje li Minha Caixa de Sonhar II, de Luzia de Maria, que conta a história de uma menina colecionadora de cartões postais que - durante uma viagem pela Europa - acaba servindo de cupido para um casal que n"ao se vê há muito. Livro "juvenil" meio sem história, mas que dá uma vontade enorme de viajar.
Já duvidando da possibilidade de levá-lo a cabo, começo meu projeto de ler um livro por dia durante um mês. Hoje li Minha Caixa de Sonhar II, de Luzia de Maria, que conta a história de uma menina colecionadora de cartões postais que - durante uma viagem pela Europa - acaba servindo de cupido para um casal que n"ao se vê há muito. Livro "juvenil" meio sem história, mas que dá uma vontade enorme de viajar.
26.3.03
Uma matéria muito boa sobre as tiras sobre a guerra. Eu já conhecia todas elas, mas fico contente de ter descoberto outro lugar onde ler This Modern World. Além das citadas - Non Sequitur, Doonesbury, Ted Rall e The Boondocks - as Sinfest sobre a guerra estão muito boas.
Dia de Gibi Novo: Várias Coisas Diferentes
Devido ao maravilhoso DC++, tenho lido vários quadrinhos diferentes. Coisas que nunca fiz questão, outras que achava que nunca ia ver e os lançcamentos que estou sen dinheiro para comprar (mas que juro vou comprar a encadernação.
Por esses dias, li New X-Men 137 e 138 (Grant Morrison e Frank Quitely), o fim de uma história com um levante de alunos na Escola Xavier. O final é um anti-clímax delicioso, com os X-Men resolvendo as coisas muito rapidamente, como deveria ser. Também do Morrison, li The Filth 9, no qual conhecemos um poico melhor A Mão - a organização para qual o super-espião/fracassado protagonista da série trabalha. Tudo é muito feio em The Filth, mas a história é muito boa. Nesse número, os temas da série ficam claros feito água e os temas caros ao autor são facilmente detectáveis.
Li também o quinto número de Global Frequency, do Warren Ellis. Bom como todos os outros e com a arte linda de John J. Muth. Nessa edição, um grupo de resgate vai investigar um evento que deixoy toda uma cidade na Islândia em choque. Bem diferente dos números anteriores - que são todos bem diferentes entre si.
E - depois de muito procurar - achei Transmetropolitan: Filth of the City, uma coleção dos textos de Spider Jerusalem. Ilustrada por vários autores, a "coletânea" lembra os melhores momentos de Transmetropolitan. Acho que vou seguir o método e tentar escrever uns desses. Muito parecido com Bad World, mas um tanto mais interessante (e com a arte muito melhor).
Meu prazer vergonhoso esses dias é a "linha adulta" da Wildstorm. Tenho lido Wildcats 3.0, Stormwatch: Team Achiles e Sleeper. Super-heróis bem feitos e fora dos padrões Marvel/DC, mas ainda assim nada memorável.
Devido ao maravilhoso DC++, tenho lido vários quadrinhos diferentes. Coisas que nunca fiz questão, outras que achava que nunca ia ver e os lançcamentos que estou sen dinheiro para comprar (mas que juro vou comprar a encadernação.
Por esses dias, li New X-Men 137 e 138 (Grant Morrison e Frank Quitely), o fim de uma história com um levante de alunos na Escola Xavier. O final é um anti-clímax delicioso, com os X-Men resolvendo as coisas muito rapidamente, como deveria ser. Também do Morrison, li The Filth 9, no qual conhecemos um poico melhor A Mão - a organização para qual o super-espião/fracassado protagonista da série trabalha. Tudo é muito feio em The Filth, mas a história é muito boa. Nesse número, os temas da série ficam claros feito água e os temas caros ao autor são facilmente detectáveis.
Li também o quinto número de Global Frequency, do Warren Ellis. Bom como todos os outros e com a arte linda de John J. Muth. Nessa edição, um grupo de resgate vai investigar um evento que deixoy toda uma cidade na Islândia em choque. Bem diferente dos números anteriores - que são todos bem diferentes entre si.
E - depois de muito procurar - achei Transmetropolitan: Filth of the City, uma coleção dos textos de Spider Jerusalem. Ilustrada por vários autores, a "coletânea" lembra os melhores momentos de Transmetropolitan. Acho que vou seguir o método e tentar escrever uns desses. Muito parecido com Bad World, mas um tanto mais interessante (e com a arte muito melhor).
Meu prazer vergonhoso esses dias é a "linha adulta" da Wildstorm. Tenho lido Wildcats 3.0, Stormwatch: Team Achiles e Sleeper. Super-heróis bem feitos e fora dos padrões Marvel/DC, mas ainda assim nada memorável.
25.3.03
The topic this afternoon is for the first time in our meetings the subject of human nature and human nature in the age of biotechnology. The subject crops up now and then in our conversations and is very often just below the surface as one talks about various kinds of technical innovations which at least some people claim might produce certain kinds of changes in human nature.
And in these kinds of conversations very quickly one gets into questions of whether there is such a thing as human nature, whether there is something fixed and hard wired, or whether it's primarily plastic, or whether, as is frequently said, it is the course of the essence of human nature to change human nature, and on and on and on.
Grant Stoddart é um dos meus heróis. Que outro homem seria destemido o suficiente para enfrentar vinte e quatro horas de pornografia?
24.3.03
Monografia terminada (com prazo extendido), volto ao blog. E finalmente vou poder prestar mais atenção na guerra.
22.3.03
Just as Desert Storm boosted the sales of Hummers and GPS handhelds, Gulf War II will spawn its own crossover hits, pieces of military equipment that become civilian fetish objects.
O Ninth Art publicou uma breve lista de quadrinhos de ficção científica. A lista é curta - só cinco títulos - mas concordo com os três que li. Na minha lista, sem dúvidas estaria Transmetopolitan e Invisíveis.
20.3.03
12.3.03
Isso já passou do ridículo há muito tempo: agora é na lanchonete do congresso americano que as batatas fritas se chamam "freedom fries".
10.3.03
Eu leio muito mais que a maioria das pessoas - e muito mais que a maioria dos meus colegas jornalistas. Mas não tenho dúvidas que estou bem longe do topo da lista. Depois que eu terminar meus afazeres mais urgentes, acho que vou tentar o projeto do Pellizzari de um livro por dia.
Durante um mês.
Durante um mês.
A Slate está publicando uma série de matérias sobre melhorias para o corpo humano. Junte meia dúzia dessas e - shazam! - os primeiros super-humanos estão prontos.
8.3.03
My theory was a simple one - I'd read about how antibiotics were actually contributing to the degradation of the human immune system and how some doctors had begun to inject house dust and dirt into children?s bloodstreams in an effort to strengthen nature's own defenses again. I liked that idea as a metaphor for the state of apathy, fear and violence - which has gripped America and Britain in particular - and used it to construct this story. The Filth is an attempt to 'inject' into my readers a healing concoction of vile ideas, hurtful emotions and unacceptable images.
2.3.03
Dia de Gibi (?) Novo: Bad World
Uma das coisas que eu mais gostava em Transmetropolitan eram as idéias avulsas em cada edição. Além de formarem o cenários essas idéias - encarnadas em backgrounds, personagens terceários e nas tagarelices do Spider Jerusalem - falavam sobre o mundo atual, comentando aspectos normais e os mais bizarros.
As pesquisas de Warren Ellis sobre as estranhezas do mundo moderno são o mote de Bad World, uma série em três edições publicada pela Avatar Press e ilustrada por Jancen Burrows. Bizarrias abundam de todos os lados: zoofilia, conspirações, alienígenas, maníacos religiosos e outras tralhas do tipo.
As notas são interessantes e engraçadíssimas, mas fica a impressão de que Bad World foi bolada só para aproveitar os arquivos de Ellis.
Uma das coisas que eu mais gostava em Transmetropolitan eram as idéias avulsas em cada edição. Além de formarem o cenários essas idéias - encarnadas em backgrounds, personagens terceários e nas tagarelices do Spider Jerusalem - falavam sobre o mundo atual, comentando aspectos normais e os mais bizarros.
As pesquisas de Warren Ellis sobre as estranhezas do mundo moderno são o mote de Bad World, uma série em três edições publicada pela Avatar Press e ilustrada por Jancen Burrows. Bizarrias abundam de todos os lados: zoofilia, conspirações, alienígenas, maníacos religiosos e outras tralhas do tipo.
As notas são interessantes e engraçadíssimas, mas fica a impressão de que Bad World foi bolada só para aproveitar os arquivos de Ellis.
1.3.03
A Avatar Press vai relançar A Small Killing, graphic novel escrita por Alan Moore na década de 80 e uma das melhores coisas que ele já fez. Tomara que eles continem desenterrrando esses trabalhos mais antigos e publiquem Signal to Noise, de Neil Gaiman e Dave McKean.
28.2.03
Eu quero crescer logo para escrever como Richard Kadrey. Os contos dele em Viperwire são de dar inveja em qualquer um.
O Hector Lima escreveu um comentário muito bom sobre o fantástico Channel Zero, do Brian Wood. Além do texto, o Bizarro publicou algumas ilustrações de Public Domain, livro que documenta o percurso de Channel Zero.
A Vertigo - selo da DC Comics dedicado a quadrinhos adultos - está fazendo dez anos em 2003. A editora não perdeu tempo e está lançando um monte de coisas, além de um site com entrevistas e coisas do tipo.
26.2.03
Eu preciso aprender a arte de resenhar sem ler. Mesmo que isso não sirva para a minha coluna, é uma habilidade que pode render alguns trocados no futuro. Picaretagens sempre rendem bons frutos.
JJJ - também conhecido como Alexandre Matias - selecionou 50 dos melhores blogs brasileiros. Este blog está lá, muito bem acompanhado.
Patricia took her book from her bag and began to read with her fingertips. She found no comfort there. More and more often these days, books did nothing but increase her own sense of isolation and disaffection. They taunted and teased with their promise of a better world but in the end they had nothing to offer but empty words and closed covers. She had grown tired of experiencing life at second hand. She wanted something that she had never been able to put into words.Um techo de The Braille Encyclopaedia, um conto de Grant Morrison.
25.2.03
Eu não devia estar fazendo isso...
Estou com vários trabalhos atrasados, uma monografia que eu deveria estar revisando em lugar de (mal) escrevendo e muito pouca paciência. E mesmo assim comecei a leitura de um romance. Me questiono sobre a sabedoria disso. Para piorar as coisas, aí vem Carnaval - A Estação Anual da Desgraça Imprevista.
Se, como o protagonista de A Ilha do Dia Anterior (Umberto Eco), eu estivesse isolado do mundo eu conseguiria escrever? Ou melhor, conseguiria escrever o que eu tenho que escrever, em lugar de ficar compondo cartas que nunca serão entregues na minha cabeça? Ou ficaria pensando sobre a minha miséria e recordando tempos melhores? Não que as coisas estejam tão ruins assim, mas a tendência de que piorem é forte.
Apesar da culpa, o livro vai bem. A situação do protagonista é fantástica: ele está sozinho em um navio encalhado a pouco mais de um quilometro de uma costa que ele não sabe qual é, após ter sofrido um naufrágio. Mas ele não sabe nadar e não pode explorar a ilha (se é uma ilha), se limitando ao navio.
Eco - numa prosa bem diferente de Baudolino e O Pêndulo de Foucault - alterna os episódios do navio com as memórias de Roberto numa das muitas guerras territoriais da Europa do Século XVII - época em que ele mais ou menos acreditava ser assombrado por um gêmeo maligno.
Estou com vários trabalhos atrasados, uma monografia que eu deveria estar revisando em lugar de (mal) escrevendo e muito pouca paciência. E mesmo assim comecei a leitura de um romance. Me questiono sobre a sabedoria disso. Para piorar as coisas, aí vem Carnaval - A Estação Anual da Desgraça Imprevista.
Se, como o protagonista de A Ilha do Dia Anterior (Umberto Eco), eu estivesse isolado do mundo eu conseguiria escrever? Ou melhor, conseguiria escrever o que eu tenho que escrever, em lugar de ficar compondo cartas que nunca serão entregues na minha cabeça? Ou ficaria pensando sobre a minha miséria e recordando tempos melhores? Não que as coisas estejam tão ruins assim, mas a tendência de que piorem é forte.
Apesar da culpa, o livro vai bem. A situação do protagonista é fantástica: ele está sozinho em um navio encalhado a pouco mais de um quilometro de uma costa que ele não sabe qual é, após ter sofrido um naufrágio. Mas ele não sabe nadar e não pode explorar a ilha (se é uma ilha), se limitando ao navio.
Eco - numa prosa bem diferente de Baudolino e O Pêndulo de Foucault - alterna os episódios do navio com as memórias de Roberto numa das muitas guerras territoriais da Europa do Século XVII - época em que ele mais ou menos acreditava ser assombrado por um gêmeo maligno.
24.2.03
Dia de Gibi Novo: Global Frequency 3 e 4
Warren Ellis é um gênio. Mesmo que volta e meia eu perceba uma ou outra limitação nos personagens e na caracterização (como o lance dos cigarros, né Paolo?) não dá para negar que ele sabe muito bem transformar idéias disparatadas em formatos e histórias comerciais. Global Frequency mostra isso melhor que qualquer outra coisa.
Mesmo que as histórias não prestassem - e não é o caso - só o formato já justificaria o adjetivo do parágrafo anterior. Doze edições, cada uma ilustrada por um artista. Cada uma com uma história completa, ligada às outras apenas pela premissa e pela continuidade dos personagens. Um formato tremendamente comercial para os quadrinhos, facilmente adaptável para outros meios e que permite matar personagens e explorar idéias à vontade.
E que idéias! Depois da bomba ambulante e do ciborgue das primeiras edições, Ellis fez dois remixes muito espertos de idéias batidas da ficção: a invasão alienígena e os terroristas com exigências.
Em Invasive (desenhos de Steve Dillon) os alienígenas são uma idéia. Um meme codificando os padrões de comportamento dos ets. Algum pobre coitado baixou enquanto procurava vida alienígena no Seti, só para ser o primeiro membro de alguma coisa parecida com uma colméia. Miranda Zero e membros selecionados da Global Frequency entram em ação, mostrando que Ellis pesquisou o assunto.
Já Heaven's One Hundred (ilustrações de Roy A. Martinez) não tem pesquisa certa. Cem membros de uma organização mal treinada - que me lembrou aquele pessoal de Waco - tomaram um prédio em Melbourne. Só dois membros da Global Frequency estão na cidade. Seguem cenas de ação tão espetaculares quanto as de Planetary 13 ou do primeiro arco do segundo volume de The Invisibles - coisas no quilo de Matrix.
De tempos em tempos, tem uns quadrinhos que me deixam nervoso. Pelas idéias boas, pela execução e pela simples inveja do escritor. Global Frequency e The Filth são os que estão me enervando ultimamente.
Warren Ellis é um gênio. Mesmo que volta e meia eu perceba uma ou outra limitação nos personagens e na caracterização (como o lance dos cigarros, né Paolo?) não dá para negar que ele sabe muito bem transformar idéias disparatadas em formatos e histórias comerciais. Global Frequency mostra isso melhor que qualquer outra coisa.
Mesmo que as histórias não prestassem - e não é o caso - só o formato já justificaria o adjetivo do parágrafo anterior. Doze edições, cada uma ilustrada por um artista. Cada uma com uma história completa, ligada às outras apenas pela premissa e pela continuidade dos personagens. Um formato tremendamente comercial para os quadrinhos, facilmente adaptável para outros meios e que permite matar personagens e explorar idéias à vontade.
E que idéias! Depois da bomba ambulante e do ciborgue das primeiras edições, Ellis fez dois remixes muito espertos de idéias batidas da ficção: a invasão alienígena e os terroristas com exigências.
Em Invasive (desenhos de Steve Dillon) os alienígenas são uma idéia. Um meme codificando os padrões de comportamento dos ets. Algum pobre coitado baixou enquanto procurava vida alienígena no Seti, só para ser o primeiro membro de alguma coisa parecida com uma colméia. Miranda Zero e membros selecionados da Global Frequency entram em ação, mostrando que Ellis pesquisou o assunto.
Já Heaven's One Hundred (ilustrações de Roy A. Martinez) não tem pesquisa certa. Cem membros de uma organização mal treinada - que me lembrou aquele pessoal de Waco - tomaram um prédio em Melbourne. Só dois membros da Global Frequency estão na cidade. Seguem cenas de ação tão espetaculares quanto as de Planetary 13 ou do primeiro arco do segundo volume de The Invisibles - coisas no quilo de Matrix.
De tempos em tempos, tem uns quadrinhos que me deixam nervoso. Pelas idéias boas, pela execução e pela simples inveja do escritor. Global Frequency e The Filth são os que estão me enervando ultimamente.
23.2.03
O Alexandre Matias está ficando velho. Se a foto barbado não é sinal disso, esse texto é. Concordar com ele deve dizer algo sobre meu próprio envelhecimento, mas prefiro ignorar.
Intelectuais e diretores franceses chegaram à conclusão que os filmes americanos estão criando uma geração de crianças estúpidas. Apesar de concordar com parte do argumento - que a maior parte dos blockbusters é apenas demonstrações de efeitos especiais - fico impressionado com a velocidade das conclusões. Se os filmes americanos deixam alguém estúpido, os franceses de trinta e poucos anos já foram afetados há algum tempo.
E - se os filmes americanos são uma ameaça - os gauleses irredutíveis têm ferramentas suficiente para combatê-los com seus filmes e literatura. Além disso, comer uns doritos de vez em quando não é tão prejudicial assim se sua dieta é balanceada. Era com isso que esses implicantes deviam se preocupar.
Claro que, conhecendo as deformações profissionais dos meus coleguinhas, os citados no texto já devem bater na mesma tecla há anos. Só que, por conta dos atritos políticos, isso só tem valor como notícia agora.
E - se os filmes americanos são uma ameaça - os gauleses irredutíveis têm ferramentas suficiente para combatê-los com seus filmes e literatura. Além disso, comer uns doritos de vez em quando não é tão prejudicial assim se sua dieta é balanceada. Era com isso que esses implicantes deviam se preocupar.
Claro que, conhecendo as deformações profissionais dos meus coleguinhas, os citados no texto já devem bater na mesma tecla há anos. Só que, por conta dos atritos políticos, isso só tem valor como notícia agora.
Eu não tinha idéia de que David Foster Wallace era tão chato. Depois dessa, fiquei curioso para ler.
21.2.03
19.2.03
Identifying word bursts in the hundreds of thousands of personal diaries now on the web could help advertisers quickly spot an emerging craze.
Eye Candy: Dezoito fotografias, feitas por dez fotógrafos diferentes, de casais sendo casais. As fotos são muito bonitas, transmitindo uma realidade que falta na pornografia.
(Se você não é cadastrado na Nerve, use leituras como usuário e senha.)
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18.2.03
Mais uma vez estou vendendo livros e quadrinhos. Os interessados, por favor enviem um e-mail com os itens desejados e a cidade onde moram.
Livros
- Caçando Carneiros (Haruki Murakami)
R$15.00
- Máquina de Pinball (Clarah Averbuck)
R$10
- Húmus (Paulo Bullar)
R$10
- O Livro dos Códigos (Simon Singh)
R$30
- Mangá: O Poder do Quadrinho Japonês (Sonia Bibe Luyten)
R$20
Quadrinhos
- Visitations (C. S. Moore)
R$10
- Holy Avenger 1 - 12 (Marcelo Cassaro e Érica Awano)
R$20
- New X-Men 114 - 127, 129 - 131 (Grant Morrison)
R$5 cada
- Gotham by Gaslight
R$5
- Hell Eternal
R$10
- The Megalomaniacal Spiderman
R$ 5
- Os Donos da Noite
R$10
- ACME Novelty Library 1 - 4 (Chris Ware)
R$30
- X-Statix (Peter Milligan e Mike Allred - o título que substitui X-Force) 1 a 4
R$15
- Visitations: A Graphic Novella (C. S. Morse)
R$10
- Justice League Secret Files Trade Paperback (Diversos autores)
R$10
- X-Force 117, 119, 120, 123
R$3 cada
- A History of Violence (John Wagner e Vince Locke)
R$15
- Road to Perdition (Max Allan Collins e Richard Piers Rayner)
R$15
- The Big Book of Hoaxes (Paradoxx Press)
R$25
- The Invisibles Vol 2 (Completo)
R$ 100
Livros
- Caçando Carneiros (Haruki Murakami)
R$15.00
- Máquina de Pinball (Clarah Averbuck)
R$10
- Húmus (Paulo Bullar)
R$10
- O Livro dos Códigos (Simon Singh)
R$30
- Mangá: O Poder do Quadrinho Japonês (Sonia Bibe Luyten)
R$20
Quadrinhos
- Visitations (C. S. Moore)
R$10
- Holy Avenger 1 - 12 (Marcelo Cassaro e Érica Awano)
R$20
- New X-Men 114 - 127, 129 - 131 (Grant Morrison)
R$5 cada
- Gotham by Gaslight
R$5
- Hell Eternal
R$10
- The Megalomaniacal Spiderman
R$ 5
- Os Donos da Noite
R$10
- ACME Novelty Library 1 - 4 (Chris Ware)
R$30
- X-Statix (Peter Milligan e Mike Allred - o título que substitui X-Force) 1 a 4
R$15
- Visitations: A Graphic Novella (C. S. Morse)
R$10
- Justice League Secret Files Trade Paperback (Diversos autores)
R$10
- X-Force 117, 119, 120, 123
R$3 cada
- A History of Violence (John Wagner e Vince Locke)
R$15
- Road to Perdition (Max Allan Collins e Richard Piers Rayner)
R$15
- The Big Book of Hoaxes (Paradoxx Press)
R$25
- The Invisibles Vol 2 (Completo)
R$ 100
O Estante de Livros On-Line publicou uma entrevista muito boa com o Daniel Pellizzari - minha descoberta literária do ano passado.
Ia esquecendo: tem coisa nova no Aoristo. Mais um Diálogo Recursivo: Impasse.
Se você se interessa pelo que está no blog do lado, sugiro que assine a lista de avisos do Aoristo. Um e-mail ocasional sobre as atualizações e ruminações sobre temas relacionados. Dá uma olhada no arquivo de mensagens e pensa um pouco sobre o assunto.
Se você se interessa pelo que está no blog do lado, sugiro que assine a lista de avisos do Aoristo. Um e-mail ocasional sobre as atualizações e ruminações sobre temas relacionados. Dá uma olhada no arquivo de mensagens e pensa um pouco sobre o assunto.
You have to be able to afford to be blocked because, if you are a writer, not writing is a very expensive business - and it becomes more so by the hour. Therefore, it tends not to happen on Grub Street.
17.2.03
Anda ficando mais difícil escrever minha coluna no A Tarde. Para começar, não tenho lido muita coisa ultimamente (tirandos os quadrinhos roubados da rede) e o que tenho lido - teoria - não se adequa muito ao público alvo. Às vezes, recebo algum livro das editoras. Mas eles são específicos para leitores adolescentes e têm propósitos pedagógicos, coisa que normalmente se traduz em idiotias. Recebi um livro interessante há algum tempo, mas alguém aqui em casa fez o favor de sumir com ele.
Estou aceitando sugestões de leituras. Principalmente de coisas disponíveis - em português, ainda tem isso - na rede.
Estou aceitando sugestões de leituras. Principalmente de coisas disponíveis - em português, ainda tem isso - na rede.
As pessoas chegaram aqui procurando:
sex underage; lena y julia de t.a.t.u.; spielgman maus; leituras do dia; placas de transito; DOUGLAS RUSHKOFF; singh simon; leituras; school girl; violent comics; leituras do corpo; Leviatã de Paul Auster; codigos vice city; warren ellis; penis mofados e o já tradicional dogfuckers.
Está circulando um e-mail com letras de músicas da década de 40 até os dias de hoje, mostrando como - de repente - as canções escorregaram para a baixaria. Se fosse só piada, tudo bem. Mas o foda é que tem gente que acredita realmente que a música de outrora era mais "limpa" e "positiva". Além de claramente "melhor".
Piada é piada, mas essa parece trazer em si aquele tipo de visão que me emputece profundamente: que o passado é melhor só por ser passado. Claro, qualquer uma das músicas é menos tosca que "Eguinha Pocotó", mas não tenho dúvidas que alguém - em poucos anos - vai achar aquela do beijar de língua dos Tribalistas algo fantástico. Só por ser velha. E, francamente, Fonte de mel, nos olhos de gueixa / Kabuki, máscara. / Choque entre o azul e o cacho de acácias / luz das acácias, você é mãe do sol. Linda.... como grande música é foda.
Às vezes dá vontade de queimar tudo com mais de dez anos de produzido. Tá certo que O Grande Gatsby e Kraftewerk iriam pro inferno, mas ia ser lindo assistir as pessoas tendo que enfrentar coisas novas.
Piada é piada, mas essa parece trazer em si aquele tipo de visão que me emputece profundamente: que o passado é melhor só por ser passado. Claro, qualquer uma das músicas é menos tosca que "Eguinha Pocotó", mas não tenho dúvidas que alguém - em poucos anos - vai achar aquela do beijar de língua dos Tribalistas algo fantástico. Só por ser velha. E, francamente, Fonte de mel, nos olhos de gueixa / Kabuki, máscara. / Choque entre o azul e o cacho de acácias / luz das acácias, você é mãe do sol. Linda.... como grande música é foda.
Às vezes dá vontade de queimar tudo com mais de dez anos de produzido. Tá certo que O Grande Gatsby e Kraftewerk iriam pro inferno, mas ia ser lindo assistir as pessoas tendo que enfrentar coisas novas.
16.2.03
Mesmo que os tempos aúreos tenham ido embora, eu não consigo lembrar de nada melhor que Os Simpsons na televisão.
14.2.03
Hoje é Dia de São Valentim - que funciona como Dia dos Namorados no resto do mundo. Entre as romantiquices da data, o Telegraph publicou essa lista de discos românticos.
12.2.03
Eu achava que era a única pessoa que não entendia a relação entre as propagandas e o conteúdo nas revistas em quadrinhos.
É bastante óbvio que o namoro das duas é falso, mas quem liga? Música pop é isso: um produto muito bem construído, adequado às necessidades de consumo do público-alvo. A música é uma merda, mas eu digo e repito: t.A.T.u. é a banda.![]()
Let's pause, actually, to discuss the video. There are these two girls, right? They're in schoolgirl uniforms, OK? One has long, lush, red hair, the other has dark hair in a spikey, boyish cut. And they've got the hots for ? each other. At first this is only hinted at, but the tease is a short one. Within a minute or so Lena and Julia are making out in the rain. Meanwhile, various sad and judgmental oldsters look on (apparently from somewhere within a Fellini movie), through a fence topped with razor wire. The music is a creditable slice of totally ephemeral mega-dance pop.
(...)
More recently, reports began to surface that the girls are not actually lesbians at all. Shapovalov was quoted by the British press referring to t.A.T.u. as an "underage sex project" and saying that he got the idea for the band after looking at porn sites.
Cidade de Deus não foi selecionado para o Oscar. Como se um monte de favelados se matando em ângulos malucos fosse do gosto da Acadêmia.
Cidade de Deus não é filme de Oscar.
Cidade de Deus não é filme de Oscar.
11.2.03
I've been struck lately rereading Brave New World and 1984 at the extent to which both of these visions, which would seem to be completely contradictory, have turned out to be true and in fact complementary. You have the totalitarian thought control and language modification of 1984 going on: I mean, consider the phrase "weapons of mass destruction" -- completely Orwellian in use. And at the same time you have something like the feelies from Brave New World which are the soporific media message that puts everyone to sleep. Both of those things are happening simultaneously. The totalitarian message is being transmitted while you're zoned out in front of the television watching the feelies, high on soma -- which is some combination of Prozac and Budweiser.
Resolvi me esforçar para superar a falta de paciência para ler e tirei Leviatã (Paul Auster) da prateleira ontem à noite. Li pouco mais de 60 páginas até agora, mas o livro está empolgando.
Comentários ao decorrer da leitura.
Comentários ao decorrer da leitura.
Dia de Gibi Novo: Heavy Liquid
Há algumas semanas, comentei rapidamente um texto do Mark Millar sobre a importância comparativa de escritores e desenhistas nos quadrinhos. Manifestei minha opinião - totalmente previsível para que aparece aqui com freqüência - sobre a clara superioridade dos escritores.
Heavy Liquid não faz eu questionar minha crença, mas é o tipo de hq que mostra que os desenhistas também podem ser as estrelas do show. Escrita por Paul Pope, a história não tem muita graça, apesar da premissa interessante: existe um metal raro chamado heavy liquid, que também é uma droga (mas só o protagonista da história sabe disso), e há um colecionador de arte que quer uma escultura feita do negócio - por uma artista reclusa que obviamente tem um passado com o protagonista.
A graça da série está justamente nas ilustrações de Pope. O mundo de Heavy Liquid é uma mistura de noir e ficção científica. O resultado é muito bonito e - estranhamente - não lembra em nada Blade Runner. O cenário de sci-fi não acrescenta muita coisa à história, mas permite que Pope crie visualmente um mundo a partir de elementos disparatados. O uso nada realista das cores, somado ao traço meio europeu, meio japonês torna Heavy Liquid muito agradável de ver. Acho que é a coisa mais próxima de um filme de Peter Greenway que já vi em quadrinhos.
Há algumas semanas, comentei rapidamente um texto do Mark Millar sobre a importância comparativa de escritores e desenhistas nos quadrinhos. Manifestei minha opinião - totalmente previsível para que aparece aqui com freqüência - sobre a clara superioridade dos escritores.
Heavy Liquid não faz eu questionar minha crença, mas é o tipo de hq que mostra que os desenhistas também podem ser as estrelas do show. Escrita por Paul Pope, a história não tem muita graça, apesar da premissa interessante: existe um metal raro chamado heavy liquid, que também é uma droga (mas só o protagonista da história sabe disso), e há um colecionador de arte que quer uma escultura feita do negócio - por uma artista reclusa que obviamente tem um passado com o protagonista.
A graça da série está justamente nas ilustrações de Pope. O mundo de Heavy Liquid é uma mistura de noir e ficção científica. O resultado é muito bonito e - estranhamente - não lembra em nada Blade Runner. O cenário de sci-fi não acrescenta muita coisa à história, mas permite que Pope crie visualmente um mundo a partir de elementos disparatados. O uso nada realista das cores, somado ao traço meio europeu, meio japonês torna Heavy Liquid muito agradável de ver. Acho que é a coisa mais próxima de um filme de Peter Greenway que já vi em quadrinhos.
10.2.03
Em português claro, tecnologia é ferramenta, e não inovação; é um meio, e não um fim. Por isso é errado quando você se refere à época em que vivemos como "tecnológica", pois ela assim é desde os tempos de Arquimedes. Quando você diz "não entender de tecnologia", você está dizendo que não sabe nem usar um garfo. Quando você diz "não gostar de computador", é o mesmo que dizer que não gosta de um lápis.
Fotografias coloridas só começaram a ter seu valor artístico reconhecido no metade da década de 70. Menos de trinta anos depois, é possível enviar fotos feitas com telefones celulares - uma inovação que já está criando fenômenos culturais.
O Guardian publicou um texto interessante sobre a atual onda de filmes contando a história de escritores.
9.2.03
Ando sem muita paciência para ler. Ou melhor, nada tem me interessado. Tirando os quadrinhos que tenho baixado da Internet e o livro de semiótica Lector in Fabula (Umberto Eco), não tenho lido nada. Até as notícias andam sem nenhum apelo especial.
Também não tenho escrito muita coisa. As colunas e os textos de ficção estão às metades em pilhas, mas falta foco para completar qualquer coisa. Só terminei uma historinha (que não deve ser publicada, já que é presente) e estou revisando um soneto (coisas que não escrevia a anos).
Me sinto meio fora de foco ultimamente. E ficção não tem ajudado.
Também não tenho escrito muita coisa. As colunas e os textos de ficção estão às metades em pilhas, mas falta foco para completar qualquer coisa. Só terminei uma historinha (que não deve ser publicada, já que é presente) e estou revisando um soneto (coisas que não escrevia a anos).
Me sinto meio fora de foco ultimamente. E ficção não tem ajudado.
7.2.03
Trucking companies use GPS systems to track hazardous cargo and monitor drivers. Corrections authorities use them to monitor sex offenders. Hikers, boaters and motorists use GPS devices to keep from getting lost. GPS technology is also being built into cell phones to help emergency dispatchers find 911 callers. They're also being used to prevent car theft.
Southworth trains victims advocates, law enforcement and prosecutors on stalkers' use of the technology, which she says is only just beginning to be abused.
5.2.03
Como funciona uma economia capitalista? Como ela se desenvolve? Os economistas estão atentos ao mundo de EverQuest, um mundo virtual no qual o mercado se desenvolve sem nenhuma intervenção.
Às vezes esse mundo é muito tedioso, principalmente se o compararmos às maravilhas da ficçã. O pior é quando as ficções são plausíveis e uma ou outra bobagem entra na frente.
De qualquer maneira, a Challenger já destruiu há muito tempo qualquer chance que eu poderia ter tido de ser um astronauta. E o tédio dos programas espaciais enterrou todo o entusiasmo com o espaço.
De qualquer maneira, a Challenger já destruiu há muito tempo qualquer chance que eu poderia ter tido de ser um astronauta. E o tédio dos programas espaciais enterrou todo o entusiasmo com o espaço.
4.2.03
Eu achava que o KaZaa era só uma maravilha anti-advogados no nível técnico. Mas a empresa é muito mais inteligente que isso: sua estrutura é muito complicada e espalhada por alguns países. Como devem ser os cartéis do tráfico de drogas.
O Repórter X é um blog coletivo muito bem bolado. As pessoas mandam fotos e legendas que imitam as dos furos de reportagem. As combinações que estão no site são meio sem graça, mas a idéia é excelente.
Se o diretor de um projeto do MIT escreve sobre histórias em quadrinhos, elas devem prestar para alguma coisa, não? Explicar conceitos e demonstrar suas aplicações, talvez. Como em Global Frequency.
2.2.03
Dia de Gibi Novo: Mek 2 e 3
Indo direto ao ponto, Mek é uma picaretagem. Falta história nessa série escrita por Warren Ellis e ilustrada por Steven Rolston. Simplesmente não houve espaço suficiente para desenvolver o cenário - a subcultura de modificações corporais fazendo o upgrade para tecnologias cibernéticas - e um argumento interessante.
A impressão que fica é que Ellis simplesmente arrumou um jeito de publicar suas anotações sobre o tema. Recomendo apenas para quem tem interesse em especulações sobre ele.
Indo direto ao ponto, Mek é uma picaretagem. Falta história nessa série escrita por Warren Ellis e ilustrada por Steven Rolston. Simplesmente não houve espaço suficiente para desenvolver o cenário - a subcultura de modificações corporais fazendo o upgrade para tecnologias cibernéticas - e um argumento interessante.
A impressão que fica é que Ellis simplesmente arrumou um jeito de publicar suas anotações sobre o tema. Recomendo apenas para quem tem interesse em especulações sobre ele.
Entrevistei o DJ Patife para o A Tarde - e vou assistir o sujeito tocar hoje à noite. Depois que terminei, fiquei pensando se a escolha que fiz foi boa: perguntas para quem sabe alguma coisa sobre música eletrônica em lugar da baba introdutória de sempre. Acho que a segunda opção se adequa mais ao público do jornal.
Só que é 2003 e esse negócio de e-music não é novidade nenhuma para ninguém. Quem não se interessou até agora não se salva mais.
Como tudo no A Tarde, a entrevista é conteúdo exclusivo. Use silver como usuário e 121253 como senha.
Só que é 2003 e esse negócio de e-music não é novidade nenhuma para ninguém. Quem não se interessou até agora não se salva mais.
Como tudo no A Tarde, a entrevista é conteúdo exclusivo. Use silver como usuário e 121253 como senha.
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